A Vampira Lésbica de Amhearst

sany0122

texto inspirado na vida de Elaine Bortolanza,

escrita por Marcelo Massano há 11 anos atrás (1997).

Na universidade federal de Amhearst, a taciturna professora Clotildes Klein, cansada do paradoxo entre sua séria imagem de esquizoanalista e sua solidão intrínseca que a levava a se masturbar com um controle remoto universal, decide dar vôos mais ousados juntando uma amostra de alunos bem intencionados em montar um núcleo de estudos sobre subjetividade contemporânea. O tiro acaba saindo pela culatra, ou seja, o tom de seriedade vai se impregnando nas crescentes e contínuas reuniões teórico-filosóficas, o que afasta Clô Klein de seus objetivos camuflados: uma grande orgia ensaiada com fragmentos de Rousseau, Goethe, Camus, Artaud, Sade, Spinoza, tudo ao som de Mozart, Prokofiev & Rachmaninov.

em devaneios de tesão por Misuko, uma japonesa boa de bunda que só falava da necessidade de integrar os ideais românticos do sec. XIX à tecnologia do consumo fim-de-século, Clô Klein não mais satisfeita com seu controle remoto e em crise profunda quanto às suas convicções, encomenda pela wide world web uma boneca inflável nissei-vibratória, enquanto começa a desenvolver um novo e estranho hábito: banhar-se com sangue de gatos mortos e capturados por ela, enquanto introduz na vagina vísceras e patas dos pobres bichanos.

Enquanto vai se esfaldando em sangue e pêlos, sempre pensando em Misuko, desenvolve uma neurose-crônico-persecutória em relação à Clodogildo, um aparente namorado de Misuko que estava sempre segurando a mão da moça. Clodogildo tinha uma fixação com a Grécia e os pré-socráticos; em suas pompas e arroubos de estilo e insight’s forjados, parecia sentir-se o último dândi do milênio.

Obviamente que Clodogildo e Misuko não tinham nenhum envolvimento afetivo-sexual, mas Clô Klein insistia em ver no minguado e magro rapaz uma ameaça para sua louca paixão: via nele um latin-lopver machão e sedutor.

Enquanto Clô Klein traça perversos planos para matar o gato de estimação de Clodogildo, Ariosto, que só tinha entrado nessas reuniões pseudo-intelectuais por sexo, não para de pensar em sodomizar Clodogildo, “uma bichinha afetada”para ele, dessas que sublimam as contrações anais lendo Ésquilo.

Ariosto, que queria comer todo mundo e via possibilidades deliciosas de encontrar naqueles corpos diferentes e peculiares modos de gozar, nota que Engracia, uma loira alta com peitinhos de adolescente e pés imensos que adorava os Beatniks, têm algum tipo de atração por ele, pois estava sempre olhando pro seu pau.

Clô Klein, ansiosamente aguardando a liberação da boneca nissei na alfândega, traça um engenhoso plano e consegue capturar Virgílio, o gato de Clodogildo.

Ariosto e Engracia se encontram numa noite de sexta por acaso, e começam um relacionamento. Ariosto faz sexo com ela de todas as maneiras, mas como ela nCao tinha bom desempenho na cama, ele lhe dá umas porradas e ela gosta.

Clodogildo chora nos braços de Misuko o sumiço de Virgílio, enquanto ela teoriza sobre o quão “lindo e bárbaro”era seu sentimento por Virgílio. Ele lhe confessa que Virgílio o gato, era um homônimo de Virgílio seu tio, seu verdadeiro amor que o estuprou aos 5 anos de idade e morrera quando ele tinha 13, num desastre marítimo.

Clô tece um babydoll para Misuko com as peles de gato enquanto alimenta Virgílio com Fígado de galinha.

Ariosto começa a ter atitudes grotescas/sexuais com Engracia nas reuniões, pois notara que isso seria o dispositivo disparador das repressões alheias. Em casa, bate nela sem parar.

A boneca de Clô chega e quando ela vai buscar a grande caixa azul no correio dá de cara com Ariosto.

…  Continua

3 Comentários

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3 Respostas para “A Vampira Lésbica de Amhearst

  1. Fabiii🙂
    Oii! Thais lááá do seminário ‘Das margens aos centros’! =D

    Beijoca!

  2. Elaine

    fabi,
    este texto não foi inspirado na minha vida, foi um delirio… na verdade, ele foi inspirado em uma professora que tivemos na universidade. De qualquer forma, o texto compõe uma série de textos que deveria estar aqui no esquizotrans. Fale com o Marcelo!
    beijos

  3. Elaine

    o texto não foi inspirado em mim, foi em uma professora… fale para o Ma te contar mais sobre essa história.

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