Agonia no tribunal

Um queniano está processando um grupo de ativistas mulheres que promoveu uma semana de greve de sexo em protesto ao impasse político no país. James Kimondo disse aos jornalistas na entrada da Alta Corte de Nairóbi que sua mulher seguiu a greve de sexo, levando-o a sofrer de ansiedade de insônia.

“Eu tenho sofrido de agonia, estresse, dores nas costas e falta de concentração”, disse. Em depoimento junto a seu advogado, Kimondo disse que sua mulher, Teresia Wanjiku, lhe havia negado seus “direitos conjugais”.

De acordo com a TV local KBC, o homem está processando o grupo Organização de Mulheres pelo Desenvolvimento por “amplos danos”, com base no argumento de que o grupo “interferiu na felicidade do casamento”. Ainda não foi calculado o número de mulheres participantes da greve, que terminou na quarta-feira.

O movimento contou com o apoio da mulher do primeiro-ministro, Raila Odinga, que disse à BBC que os líderes políticos estão “negligenciando as necessidades das pessoas comuns”. Segundo elas, a greve foi uma tentativa de evitar que se repita a onda de violência que afetou o país depois das eleições de 2007.

As relações entre os parceiros da coalizão de governo do Quênia, liderada pelo presidente Mwai Kibaki e pelo primeiro-ministro Raila Odinga, vêm se tornando cada vez piores.

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