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Virgindade artificial

No mundo muçulmano, os homens continuam a exigir que as mulheres sejam virgens antes do casamento. Para resolver a situação delas e de outras com exigência semelhante, um invento japonês que simula a virgindade pode ser uma boa oportunidade, diz o jornal espanhol “El País”.

O site da empresa chinesa Gigimo, que comercializa o “Hímen de Virgindade Artificial”, diz que “com este produto, você pode ter sua primeira noite de volta a qualquer hora”.

Colocado na vagina ao menos 20 minutos antes da relação, vai soltar um líquido –totalmente seguro, afirmam– semelhante ao sangue, o suficiente para manchar o lençol de vermelho. Material que pode depois ser exibido pelo marido como suposta prova da virgindade da esposa até então.

“Acrescente alguns gemidos e você não será descoberta”, conclui.

Vários teólogos e imãs no Egito já se mobilizaram para tentar proibir o kit da Gigimo, que é vendido por US$ 29,50. Mas por enquanto não tiveram sucesso.

Abdel-Moati Bayoumi, do Centro de Pesquisas Islâmicas, emitiu uma fátua (decreto religioso muçulmano) que condena os importadores porque “expandem o vício e incentivam as jovens a manter relações ilícitas, ao saber que podem ‘recuperar’ sua virgindade.

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Pop

O Rei do Pop nasceu suave e atormentado; generosa, ganancioso, acanhada, torpe, imundo, onírica, fêmea, macha, feminino, viril, torto, esguia, branca, preto, maternal, padrasto, abusivo, abusada. Era capaz de espalhar tinta para deixar de ser uma coisa e ser uma outra. O Pop não nasceu nada disso. Nem mesmo pronto para saber que pronome Pop merece – se ela está passando por uma envaginação ou ficando empenada. Mas está passando alguma coisa com Pop – como se passam coisas com quem nasce, desde quando nasce. Procedimentos cirúrgicos, litúrgicos, dramatúrgicos; nas famílias, nas casas da sociedade, nas praças, nas paradas de ônibus, dentro dos carros – por onde passam as pessoas governadas. Talvez ao Pop nem lhe tocaram as gônadas, mas os conselheiros – que nem são como aquelas mônadas esquisitas coordenando e animando tudo aquilo – recomendaram que lhes dessem logo ou roupas azuis ou roupas rosas. Não se poderia desperdiçar o tempo das crianças, assim, logo nos primeiros anos. Quando Pop nasceu veio um anjo torto, branco-e-preto como uma nuvem que faz chover e cochichou ao lado do seu berço sem cor:

– As pessoas foram criadas com um sexo definido, ou se nasce homem ou se nasce mulher! A incapacidade de algum dos pais de perceber é algum absurdo! Eles estão interferindo em algo que não é da alçada deles. Se eles querem que uma criança de dois anos tenha o tal discernimento para decidir se quer ser homem ou mulher eles são loucos, essa criança já tem um sexo…. e nesse sexo ela deve permanecer pela sua vida inteira; para que complicar tanto uma coisa tão simples… Nasceu homem é homem , nasceu mulher é mulher…. acho que esses pais deveriam ser interditados pelo estado! Pop deveria ser confiscado – para o bem do bom-governo.

(No cangote do anjo, e mais desengonçado, um outro anjo pois os seres celestiais sempre andam as voltas com multidões – os céus são povoados. O outro anjo cochichava também: “O que é simples é simples, o que é complicado… complicado. Nasceu pobre é pobre, nasceu rico é rico. Quem é esse Rei do Pop?”).

Um casal de 24 anos na Suécia são os pais. Eles se recusam a dizer o sexo de sua criança (na foto em frente à tela), que já tem dois anos e meio de idade. “Queremos que Pop cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe. Pop usa vestidos e também calças masculinas e seu cabelo muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã. Apesar de Pop saber as diferenças entre um menino e uma menina, os pais se recusam a adotar pronomes para chamar a criança. A controversa atitude do casal gerou um intenso debate no país. Quando Pop quiser saber, se ele quiser saber, o casal sueco responde. Talvez ele não precise saber. Para certas pessoas, a etiqueta de macha ou fêmea faz uma enorme diferença nas escolhas e nas maneiras de narrar experiências; para outras nem tanto – para outras ainda, a idéia de que isso faça alguma diferença nunca passa pela cabeça. Talvez não tenha nada para ser sabido. Nada para se descobrir acerca de Pop, acerca do Rei do Pop – nenhuma questão de fato. “Afetará a criança, mas é difícil de dizer se fará mal a ela”.

Longe do que é popular, longe da tinta branca, a neta de Ashley Montagu, que há anos não comia comida cozida, nem levemente aquecida, passou a experimentar um aumento do clitóris associado a um intróito profundo, em forma de funil, com a uretra abrindo-se na vagina, como um pseudo seio urogenital; associado a estes excedentes que pareciam supérfluos – e nem foram encomendados por nenhum alfaiate genital discretíssimo, surgiram uns graus de fusão labioescrotal. Saia a jovem Montagu um clitóris fálico com abertura urogenital, em forma de fenda na base. Ela tentava ler as pistas deixadas sobre vitiligo na literatura apropriada – na biblioteca do dermatologista havia uma foto de paciente no dia antes do contágio, olhos arregalados, nariz irrequieto. “As crianças são curiosas sobre suas identidades e tendem a gravitar em torno das de mesmo sexo no começo da infância”. Pop logo ganhará um irmãozinho ou irmãzinha, porque a mãe está grávida (tal como Susan Juliette Beatie ganhou um irmãozinho no mês de junho porque sua mãe Thomas Beatie ficou grávido). Pop talvez nem precise de um rei, nem de uma rainha. Talvez fique ingovernável.

http://www.svd.se/nyheter/idagsidan/barnunga/artikel_2559041.svd>

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Agonia no tribunal

Um queniano está processando um grupo de ativistas mulheres que promoveu uma semana de greve de sexo em protesto ao impasse político no país. James Kimondo disse aos jornalistas na entrada da Alta Corte de Nairóbi que sua mulher seguiu a greve de sexo, levando-o a sofrer de ansiedade de insônia.

“Eu tenho sofrido de agonia, estresse, dores nas costas e falta de concentração”, disse. Em depoimento junto a seu advogado, Kimondo disse que sua mulher, Teresia Wanjiku, lhe havia negado seus “direitos conjugais”.

De acordo com a TV local KBC, o homem está processando o grupo Organização de Mulheres pelo Desenvolvimento por “amplos danos”, com base no argumento de que o grupo “interferiu na felicidade do casamento”. Ainda não foi calculado o número de mulheres participantes da greve, que terminou na quarta-feira.

O movimento contou com o apoio da mulher do primeiro-ministro, Raila Odinga, que disse à BBC que os líderes políticos estão “negligenciando as necessidades das pessoas comuns”. Segundo elas, a greve foi uma tentativa de evitar que se repita a onda de violência que afetou o país depois das eleições de 2007.

As relações entre os parceiros da coalizão de governo do Quênia, liderada pelo presidente Mwai Kibaki e pelo primeiro-ministro Raila Odinga, vêm se tornando cada vez piores.

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