Arquivo da tag: sedução

Jenny Seville

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Museu Travesti del Perú

El “Museo Travesti del Perú” surge en 2003 y, hasta la fecha, ha mutado de hilván de la memoria y los símbolos del travestismo peruano a proponer los conceptos de “museo”, “travesti” y “Perú” como actitud transformadora y al cuerpo travesti como su documento mutante. Durante su travesía, esta propuesta dialoga con lenguajes familiares tales como el neobarroco latinoamericano (sobre todo Severo Sarduy) que devuelve su mirada mestiza como forma disidente de articulación -la alegoría travesti-, la movilización de los saberes periféricos hacia un centro estratégico que relativiza el saber oficial (Teoría Queer), el desmantelamiento de la producción de sujetos fijos y estrechos para dominar sus cuerpos, conocimientos y relaciones de la identidad -la “mujer” contingente- (Michel Foucault) y la parodia de género como ejercicio de explicitación (Judith Butler).

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A Vampira Lésbica de Amhearst

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texto inspirado na vida de Elaine Bortolanza,

escrita por Marcelo Massano há 11 anos atrás (1997).

Na universidade federal de Amhearst, a taciturna professora Clotildes Klein, cansada do paradoxo entre sua séria imagem de esquizoanalista e sua solidão intrínseca que a levava a se masturbar com um controle remoto universal, decide dar vôos mais ousados juntando uma amostra de alunos bem intencionados em montar um núcleo de estudos sobre subjetividade contemporânea. O tiro acaba saindo pela culatra, ou seja, o tom de seriedade vai se impregnando nas crescentes e contínuas reuniões teórico-filosóficas, o que afasta Clô Klein de seus objetivos camuflados: uma grande orgia ensaiada com fragmentos de Rousseau, Goethe, Camus, Artaud, Sade, Spinoza, tudo ao som de Mozart, Prokofiev & Rachmaninov.

em devaneios de tesão por Misuko, uma japonesa boa de bunda que só falava da necessidade de integrar os ideais românticos do sec. XIX à tecnologia do consumo fim-de-século, Clô Klein não mais satisfeita com seu controle remoto e em crise profunda quanto às suas convicções, encomenda pela wide world web uma boneca inflável nissei-vibratória, enquanto começa a desenvolver um novo e estranho hábito: banhar-se com sangue de gatos mortos e capturados por ela, enquanto introduz na vagina vísceras e patas dos pobres bichanos.

Enquanto vai se esfaldando em sangue e pêlos, sempre pensando em Misuko, desenvolve uma neurose-crônico-persecutória em relação à Clodogildo, um aparente namorado de Misuko que estava sempre segurando a mão da moça. Clodogildo tinha uma fixação com a Grécia e os pré-socráticos; em suas pompas e arroubos de estilo e insight’s forjados, parecia sentir-se o último dândi do milênio.

Obviamente que Clodogildo e Misuko não tinham nenhum envolvimento afetivo-sexual, mas Clô Klein insistia em ver no minguado e magro rapaz uma ameaça para sua louca paixão: via nele um latin-lopver machão e sedutor.

Enquanto Clô Klein traça perversos planos para matar o gato de estimação de Clodogildo, Ariosto, que só tinha entrado nessas reuniões pseudo-intelectuais por sexo, não para de pensar em sodomizar Clodogildo, “uma bichinha afetada”para ele, dessas que sublimam as contrações anais lendo Ésquilo.

Ariosto, que queria comer todo mundo e via possibilidades deliciosas de encontrar naqueles corpos diferentes e peculiares modos de gozar, nota que Engracia, uma loira alta com peitinhos de adolescente e pés imensos que adorava os Beatniks, têm algum tipo de atração por ele, pois estava sempre olhando pro seu pau.

Clô Klein, ansiosamente aguardando a liberação da boneca nissei na alfândega, traça um engenhoso plano e consegue capturar Virgílio, o gato de Clodogildo.

Ariosto e Engracia se encontram numa noite de sexta por acaso, e começam um relacionamento. Ariosto faz sexo com ela de todas as maneiras, mas como ela nCao tinha bom desempenho na cama, ele lhe dá umas porradas e ela gosta.

Clodogildo chora nos braços de Misuko o sumiço de Virgílio, enquanto ela teoriza sobre o quão “lindo e bárbaro”era seu sentimento por Virgílio. Ele lhe confessa que Virgílio o gato, era um homônimo de Virgílio seu tio, seu verdadeiro amor que o estuprou aos 5 anos de idade e morrera quando ele tinha 13, num desastre marítimo.

Clô tece um babydoll para Misuko com as peles de gato enquanto alimenta Virgílio com Fígado de galinha.

Ariosto começa a ter atitudes grotescas/sexuais com Engracia nas reuniões, pois notara que isso seria o dispositivo disparador das repressões alheias. Em casa, bate nela sem parar.

A boneca de Clô chega e quando ela vai buscar a grande caixa azul no correio dá de cara com Ariosto.

…  Continua

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